Mostrando postagens com marcador Livros Geo Humanas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livros Geo Humanas. Mostrar todas as postagens

Download de aula de geografia sobre vegetacao e hidrografia do Brasil

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

deixo aqui download de uma aula de hidrografia e vegetação.
DOWNLOAD

Yves Lacoste - Geografia, isso em primeiro lugar, serve para fazer guerra - Livro para download

O famoso livro Yves Lacoste - Geografia, isso em primeiro lugar, serve para fazer a guerra, completo para download
download

Milton Santos - Metamorfoses do Espaço Habitado

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Em Metamorfoses do Espaço Habitado continua trilhando a busca do caminho analítico para a geografia crítica. Situa a geografia no contexto do mundo atual e rediscute categorias tradicionais, sugerindo linhas de reflexão metodológica. Reforça o papel da ciência, da tecnologia e informação como a base técnica da vida social atual e que, desse modo, deveriam participar da construção epistemológica renovadora da Geografia. Com este livro, reforçam-se os conceitos de fixos e fluxos no estudo do movimento das contradições do espaço geográfico.

Download:
http://geocities.yahoo.com.br/ticianocorral/miltonsantosesphab.PDF

“PREFÁCIO DE HUMBOLDT PARA COSMOS"

Ofereço aos meus compatriotas, no ocaso de minha vida, uma obra cujas idéias ocuparam meu espírito por um meio século. Freqüentemente eu a abandonei, duvidando de possibilidade de realizar um empreendimento assim, tão temerário: sempre, e talvez imprudentemente, eu acabava por voltar a ela e, desse modo, persisti em minha intenção original. Ofereço o “Cosmos”, que é uma “descrição física do mundo”, com a timidez que me inspira a justa desconfiança em relação às minas forças. Procurei esquecer que as obras esperadas por mais tempo são, geralmente, aquelas que o público acolhe com menos indulgência.
Em função das vicissitudes de minha vida e de um desejo de aprender dirigido para objetos muito variados, vi-me obrigado a me engajar, aparentemente de modo quase exclusivo e durante numerosos anos, no estudo de ciências especiais como a Botânica, a Geologia, a Química, ou no estudo de questões como as das posições dos astros e do magnetismo terrestre. Foram estudos preparatórios para fazer, com utilidade, viagens longínquas, todavia, eu tinha, nesses estudos, um objetivo mais elevado. Eu desejava compreender o mundo dos fenômenos e das forças físicas em sua conexão e em sua influência mútua. Beneficiando-me, desde o começo de minha juventude, dos conselhos e da boa vontade de homens superiores, desde muito cedo fui tomado de uma crença íntima de que, sem o desejo de conseguir uma instrução sólida nas partes especiais das ciências naturais, toda contemplação da natureza em escala maior, toda tentativa de compreender as leis que compõem a física do mundo, não passariam de um empreendimento vão e quimérico.

Os conhecimentos especiais, pelo próprio encadeamento das coisas, assimilam-se e fecundam-se mutuamente. Quando a Botânica descritiva não fica circunscrita aos estreitos limites do estudo das formas e de sua reunião em gêneros e em espécies, ela conduz o observador que percorre, sob diferentes climas, vastas extensões continentais, montanhas e planaltos, às noções fundamentais da “Geografia das Plantas”, à explicação da distribuição dos vegetais, de acordo com a distância do equador e com a elevação do acima do nível dos mares. Ora, para compreender as causas complicadas das leis que regulam esta distribuição, é preciso aprofundar os conhecimentos das variações da temperatura que o solo irradia e do oceano que envolve o globo. É assim que o naturalista, ávido de instrução, é conduzido de uma esfera de fenômenos a uma outra esfera que limita os efeitos daquela. A Geografia das plantas, cujo nome era praticamente desconhecido há meio século, apenas ofereceria uma nomenclatura árida e desprovida de interesse se ela não fosse esclarecida pelos estudos meteorológicos.
Nas expedições científicas, poucos viajantes tiveram, na mesma proporção que eu próprio, a vantagem de ter não somente visto as costas litorâneas, como ocorre nas viagens em torno do mundo mas, também, a de haver percorrido o interior de dois grandes continentes em extensões consideráveis, e naqueles lugares em que esses continentes apresentam os contrastes mais chocantes, a saber, a paisagem tropical e alpina do México ou da América do Sul, e a paisagem das estepes da Ásia boreal. Empreendimentos dessa natureza tiveram por resultado, em razão da tendência do meu espírito para as tentativas de generalização, a vivificação de minha coragem, e o excitamento a correlacionar, em uma obra à parte, os fenômenos terrestres e aqueles que incluem os espaços celestes.
A composição de uma tal obra, se ela aspira a juntar ao mérito de fundo científico aquele da forma literária, apresenta grandes dificuldades. Trata-se de levar a ordem e a luz à imensa riqueza dos materiais que se oferece, à reflexão, sem tirar dos quadros da natureza o sopro que os vivifica; pois se nos limitássemos a oferecer resultados de caráter geral, arriscar-nos-íamos a sermos tão monótonos, quanto através da exposição de uma imensa quantidade de fatos particulares. Eu não ouso me gabar de ter satisfeito a essas condições tão difíceis de serem satisfeitas, e de ter evitado as dificuldades cuja existência apenas posso mostrar.
A frágil esperança que tenho, de obter a boa vontade do público, repousa no interesse, testemunhado por tantos anos, em relação a uma obra que foi publicada pouco tempo depois de meu retorno do México e dos Estados Unidos, sob o título “Quadros da Natureza”. Este pequeno livro, escrito originalmente em Alemão, e traduzido em Francês, graças a um raro conhecimento dos dois idiomas, por meu velho amigo, M. Eyrès, trata de algumas partes da Geografia Física, tais como a fisionomia dos vegetais, as savanas, os desertos, e os aspectos das cataratas, todos de pontos de vista gerais. Se ele teve alguma utilidade, foi menos pelo que ele pode oferecer de seus próprios méritos, do que pela influência que ele exerceu sobre o espírito e a imaginação de uma juventude ávida de saber e pronta a se lançar em empreendimentos longínquos. Procurei mostrar no “Cosmos”, como nos “Quadros da natureza”, que a descrição exata e precisa dos fenômenos não é, absolutamente, inconciliável com a descrição animada e viva das cenas imponentes da criação.
Expor em cursos públicos as idéias que se acreditam novas pareceu-me, sempre, o melhor meio de tomar consciência do grau de clareza que é possível desenvolver sobre essas idéias: além disso, experimentei este meio em duas línguas diferentes, em Paris e em Berlim. Os cadernos de notas foram redigidos, nessas ocasiões, por ouvintes inteligentes, continuam desconhecidos para mim. Preferi não consultá-los. A redação de um livro impõe obrigações bem diferentes daquelas advindas da exposição oral em um curso público. Com a exceção de alguns fragmentos da introdução ao “Cosmos”, tudo foi escrito nos anos de 1844. O curso desenvolvido diante de dois auditórios de Berlim, em sessenta lições, foi anterior à minha expedição ao norte da Ásia.
O primeiro volume desta obra (Cosmos) compreende, ao meu ver, a parte mais importante de todo meu projeto, isto é, um quadro da natureza apresentando o conjunto dos fenômenos do universo, desde as nebulosas planetárias, ate a Geografia das Plantas e dos Animais, e terminando pelas raças dos homens. Este quadro é precedido de considerações sobre os diferentes graus de satisfação que oferecem o estudo da natureza e o conhecimento de suas leis. Os limites da ciência do “Cosmos” e o método segundo o qual procuro expô-la são aí, igualmente, discutidos. Tudo o que diz respeito ao detalhe das observações dos fatos particulares, e às rememorações da antigüidade clássica, fonte eterna de instrução e de vida, está concentrado nas notas colocadas na parte final de cada volume.
Freqüentemente se faz a observação, pouco consoladora na aparência, de que tudo que não tem suas raízes nas profundezas da reflexão, do sentimento e da imaginação criadora, que tudo que depende do progresso da experimentação das revoluções que fazem sentir às teorias físicas o aperfeiçoamento crescente dos instrumentos, e a esfera, cada vez mais ampliada, da observação, não tarda a envelhecer. As obras sobre as ciências da natureza carregam, assim, nela próprias, um germe de destruição, de tal sorte que, em menos de um quarto de século, em função da rápida marcha das descobertas, elas estão condenadas ao esquecimento, tornando-se ilegíveis para quem quer que esteja à altura do presente. Estou longe de negar a justeza de tais reflexões, mas penso que aqueles que, através de um longo e íntimo intercâmbio com a natureza, foram penetrados do sentimento de sua grandeza, aqueles que, neste intercâmbio salutar, fortaleceram, simultaneamente, seu caráter e seu espírito, não se afligiram, simultaneamente, seu caráter e seu espírito, não se afligiram ao ver que a natureza é cada vez mais e melhor conhecida, ao ver estender-se incessantemente o horizonte de idéias, assim como dos fatos conhecidos. E há ainda mais: no estado atual de nossos conhecimentos, partes muito importantes da física do mundo estão assentadas em fundamentos sólidos. Uma tentativa de ligar o que, em uma certa época, foi descoberto sobre os espaços celestes, à superfície do globo, e à pequena extensão que nos é permitido perceber em suas profundezas, poderia, se não me engano, quaisquer que sejam os progressos da ciência, oferecer ainda algum interesse, se essa tentativa conseguisse retratar com vivacidade uma parte ao menos do que o espírito do homem percebe de generalizável, de constante, de eterno, no meio das aparentes flutuações dos fenômenos do universo.


Alexander von Humboldt, Novembro de 1844

Traduzido pelo Prof. Oswaldo Bueno Amorim Filho de:
HUMBOLDT, Alexander von: Cosmos - Essai d'une decription physique du monde. Paris, guide et cie., Libraires Éditeur, 1847.

AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA de Eduardo Galeano

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

AS VEIAS ABERTAS DA AMÉRICA LATINA de Eduardo Galeano

Nesta seção, temos apresentado normalmente livros paradidáticos, relativos a temas espacíficos e fáceis de ler, tanto pela linguagem que possuem, como pelo pequeno número de páginas, favorecendo assim aos estudantes que possuem uma carga muito de grande de leituras.Nesta semana mudamos um pouco nossa orientação, sugerindo uma obra com cerca de 300 páginas e que exige um pouco mais de atenção, porém uma leitura fácil para àqueles que gostam de História.Essa é uma das grandes obras clássicas da literatura latino americana. Leitura imperdível para aqueles que gostam, querem ou precisam entender a História da América Latina. Publicado pela primeira vez em 1970, foi editado em praticamente todos os países do continente, vários países da Europa e nos EUA.Apesar de longo, encontramos na obra de Galeano uma linguagem simples, não-acadêmica, que atrai o leitor. O autor procura compreender o processo de formação da região, discutindo os vários interesses existentes, desde as contradições internas, até a postura do imperialismo britânico e norte americano. dedicando inclusive alguns capítulos ao Brasil; dessa forma temos uma visão integrada do desenvolvimento latino americano; aliás, mesmo sem uma preocupação pedagógica clara, o livro acerta exatamente por permitir que compreendamos a história de forma integrada.".... ao contrário dos "neutros" Galeano toma partido.Debaixo de cada número, há uma vida e dentro de cada quadro estatístico da para enxergar que corre sangue...".

Geografia: Isso serve, em Primeido Lugar, para Fazer a Guerra - YVES LACOSTE

Geografia: Isso serve, em Primeido Lugar, para Fazer a Guerra - YVES LACOSTE

Para que serve a geografia e qual sua função social? Nesse livro, Yves Lacoste responde a tais questões e alerta para as conseqüências que ocorrem nas populações atingidas pela “organização” de seus espaços, conclamando os geógrafos a assumir uma posição militante contra a instrumentalização da geografia pelos interesses estatais ou privados.

Milton Santos - Técnica Espaço Tempo..

A urbanização é, sem dúvida, a maior invenção humana em termos de distribuição do espaço geográfico. Nesses espaços, surgiram as cidades que se tornaram pólos econômicos, incentivando o consumo. Surgiram as classes sociais, que foi denominado "pobre" e "rico" e cada um ocupando seu espaço nas cidades, sob temporalidades diferentes. Foi também com o crescimento do tamanho das cidades, que agravaram os problemas sociais, culturais e, principalmente, os ambientais. Portanto, para dar condições necessárias para a construção de uma nova maneira de compreender a realidade vivida, é que a Educação Ambiental deve desempenhar a sua função. Ela deverá ser pedagógica e politicamente comprometida com os cidadãos

Pequena História Crítica da Geografia

Pequena História Crítica da Geografia do Robert de Moraes está disponivel download

Num belo poema, Bertolt Brecht indaga: "Que tempos são esses, quando falar sobre árvores é quase um crime? Pois significa silenciar sobre tanta injustiça". A indagação brechtiana aflora, com instensidade, na última década, para os geográfos preocupados com a justiça social, em vários lugares do mundo. A Geografia quase sempre falou de árvores... ao falar dos homens colocou-os como elementos da paisagem, analisou-os como se analisam árvores e rochas. É essa a memória incômoda que acompanha o pensamento geográfico. Sua dissecação no presente, quando esta disciplina vive um amplo processo renovador, é um pressuposto para a construção do saber geográfico mais generoso, orientado no sentido do progresso social.